O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região deferiu liminar que impõe limites às paralisações nos serviços da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) previstas para ocorrer a partir da 0h da próxima terça-feira (01), por 24 horas. As liminares são de Carlos Roberto Husek, vice-presidente judicial do órgão, e do desembargador Willy Santilli.

Proferida nessa quarta (26), a decisão do desembargador Husek determina que os ferroviários da CPTM mantenham 80% do efetivo, em todos os serviços de operação de trens, especialmente maquinistas, pessoal de estações, segurança, manutenção e operação nos horários compreendidos entre 4h e 10h e 16h e 21h. Para os demais períodos, o efetivo deverá ser de 60%. A liminar também proíbe a “liberação de catracas”. Em caso de greve, oficiais de justiça do TRT-2 fiscalizarão o cumprimento da liminar junto aos Centros de Controle Operacional da CPTM da Luz (Praça da Luz, nº1) e do Brás (Praça Agente Cícero s/n). Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária no valor de R$ 100 mil.

Na terça-feira (25), o desembargador Santilli determinou os mesmos percentuais de metroviários na ativa, em caso de greve, para os seguintes horários: das 6h às 9h e das 16h às 19h. A partir da 0h de 1º de agosto, oficiais de justiça do TRT-2 estarão de plantão para fiscalizar o cumprimento da liminar no Centro de Controle Operacional na Rua Vergueiro, 1.200 – Paraíso, enquanto durar a paralisação. A multa para o descumprimento também é de R$ 100 mil por dia.

Os motivos para a provável paralisação das categorias são diversos. Em comunicado conjunto dos sindicatos que representam os ferroviários, a greve foi aprovada contra ameaça da CPTM em reduzir a tabela salarial em 3,51%. Já o site dos Sindicato dos Metroviários informa que o movimento é contra a privatização e a terceirização no metrô e as reformas do governo Temer.

Assessoria de Imprensa - Secom/TRT-2