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TRT-2 promove capacitação básica em Libras

TRT-2 promove capacitação básica em Libras

Uma língua complexa, com gramática própria, regionalismos e até o equivalente a cognatos e sotaque: assim é a Língua Brasileira de Sinais (libras), 2º idioma oficial do país.

O TRT-2, por meio de sua Escola Judicial (Ejud-2) e de sua Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, disponibilizou a seus servidores o curso básico da língua, em vagas limitadas. Serão 50 horas-aula, entre os meses de setembro e dezembro, frequentadas sem qualquer prejuízo às atribuições de cada um dos inscritos. Os instrutores, professores Caroline Abreu Dias e Lucas Ferreira da Silva, são especializados em educação para surdos, da seção de educação e inclusão do Instituto Seli – Surdez, Educação, Linguagem e Inclusão.   

No primeiro encontro, no último dia 4, eles já trouxeram muitas informações. Lucas, arquiteto de formação, é surdo, mas conseguiu se comunicar perfeitamente com a plateia de ouvintes (e uma deficiente auditiva) e instruí-los no alfabeto Libras. Caroline, bióloga, é ouvinte e explicou, dentre muitos outros tópicos, que libras tem uma gramática diferente do português, e que cada país tem os seus sinais característicos.  

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Na imagem acima, a aula inaugural, realizada no dia 4 de setembro

Desde as dificuldades encontradas na criação das crianças surdas até as algumas implicações do uso de aparelhos e implantes; desde as possíveis limitações na expressão gestual até o receio e preconceito da sociedade em relação aos surdos, foi apenas o início de algo nada simples: adquirir noções de uma segunda língua. Mas, ao término dessa primeira aula, cada participante já conseguiu se apresentar aos demais colegas, em libras. Ao final do curso, em 6 de dezembro, serão avaliados, e a expectativa é que consigam proficiência básica.

Texto: Alberto Nannini; Fotos: Fernando Hauschild – Secom/TRT-2