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Membros de cooperativa visitam o TRT-2 e mostram como colaborar com a reciclagem

Membros de cooperativa visitam o TRT-2 e mostram como colaborar com a reciclagem

Representantes da Cooperativa Unidos Venceremos (Univence), sediada em Suzano-SP, estiveram no fórum trabalhista daquela cidade nessa segunda-feira (26), junto com representantes da prefeitura local e da Associação Nacional dos Carroceiros e Catadores de Materiais Recicláveis (Ancat), para explicar um pouco sobre a cadeia de procedimentos que formam a reciclagem e demonstrar como todos podem colaborar com essa prática.

Função ambiental e social

A convite da Seção de Gestão Socioambiental do TRT-2, estiveram presentes a presidente da Univence, Luisa Oliveira de Souza Paula; a tesoureira da cooperativa, Joana D’arc Pinheiro; acompanhadas pela engenheira ambiental da Prefeitura de Suzano, Giovanna Rodrigues Hamada; e pelo representante da Ancat, o biólogo Álvaro Rocha Elesbão. Recebidos pela servidora Alana Barros Silva (da Seção de Gestão Socioambiental), os convidados conversaram com as pessoas que trabalham naquele fórum, explicando alguns procedimentos e esclarecendo dúvidas.

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Acima, servidores, sentados e em primeiro plano, ouvem os especialistas na reciclagem, em pé, ao fundo

Lidiane Conceição da Silva, Ana Rúbia dos Santos e Edinaide Oliveira Sena de Souza são as encarregadas da limpeza daquelas dependências. Elas ouviram as duas representantes da Univence contar que são 14 famílias que trabalham juntas naquela cooperativa, recolhendo os diversos materiais e separando-os por tipo. Luisa (presidente da Univence) esclareceu que não há tanto problema em os materiais recicláveis chegarem misturados, desde que sejam todos recicláveis; lá, eles farão a separação. O que realmente atrapalha, completou a tesoureira Joana, são rejeitos orgânicos misturados: restos de alimentos, papel higiênico, fraldas e absorventes higiênicos.

A servidora Alana complementou, falando que, por conta dessa triagem feita dentro das cooperativas, o TRT da 2ª Região adotou, em seu programa de coleta seletiva (implementado em sua política de gestão socioambiental, pelo Ato GP 07/2011, vigente em todas as suas unidades), sacos de lixo em duas cores: preto para lixo não reciclável, e azul para recicláveis. O biólogo Álvaro disse que o objetivo da visita não era aumentar a quantidade de descarte, mas sim garantir que os materiais recicláveis estivessem sendo adequadamente separados.

Em uma das duas varas trabalhistas do fórum, a engenheira ambiental Giovanna respondeu sobre as iniciativas da prefeitura municipal sobre a reciclagem, explicando a falta de material de apoio para uma coleta mais rotineira. Com isso, outro elo da cadeia da reciclagem veio à tona: a regularidade da retirada faz com que as pessoas criem o costume de separarem seus descartes. Se houver inconstância nesse recolhimento, os resíduos podem acabar retirados por equipes de limpeza que os descartarão junto com o lixo comum, nos aterros sanitários. E as pessoas vão parando aos poucos de fazer a separação.

Por isso, os membros da Univence fornecem até um número de contato e se prontificam a retirar o material reciclado em domicílio, naquela região. Por uma questão de logística, é melhor a retirada ser feita quando há uma quantidade razoável de resíduos recicláveis já separados. Pela quantidade, os condomínios levam vantagem e, quando procedem à reciclagem, ajudam muitas famílias – embora esteja cada vez mais comum a prática de venda dos resíduos, ignorando as cooperativas. Contra essa prática, Álvaro lembrou a função social da reciclagem: ela não apenas colabora com a preservação do meio ambiente e poupa recursos, mas também fornece meios de subsistência para inúmeras pessoas.

Recicle sempre

Alana, por fim, lembrou a todos os membros do Tribunal: cooperem, seguindo o código de descarte: sacos pretos para rejeitos orgânicos e/ou não recicláveis e azul para os recicláveis. Luisa ainda disse que, em embalagens de alimentos, especialmente os derivados de leite, uma lavagem rápida com um pouquinho de água vai evitar atrair vetores de doenças, como moscas, baratas e ratos nos galpões das cooperativas, além do mau cheiro.

Esses pedidos valem para qualquer pessoa: todos podem colaborar com a reciclagem. Não deixe essa corrente quebrar, e faça a sua parte. Como reforçaram as pessoas que vivem esse processo no dia a dia, na dúvida sobre o material ser ou não aproveitado, descarte-o no lixo reciclável (com exceção de lixo orgânico). Ele será triado; se não puder ser aproveitado, será adequadamente descartado. Se puder, ele retornará ao uso, para iniciar novamente seu ciclo – do jeito que as setas-símbolo da reciclagem indicam.

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Acima, da esq. para dir., a equipe fala com as moças da limpeza; o biológo Álvaro Elesbão e a engenheira ambiental Giovanna Hamada; e, ao centro, a servira Alana falando na 2ª Vara de Suzano

 Texto: Alberto Nannini; Fotos: Fernando Hauschild – Secom/TRT-2