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2ª VT/Barueri-SP realiza videoconferência com testemunha no Canadá

2ª VT/Barueri-SP realiza videoconferência com testemunha no Canadá

Algumas varas do trabalho do TRT-2 já utilizaram a videoconferência em audiências em que uma das partes estava impedida de comparecer. Outras varas testaram o uso do WhatsApp nas tratativas entre as partes. No último dia 10, a 2ª Vara do Trabalho de Barueri-SP recorreu às duas ferramentas em uma mesma audiência.

Uma trabalhadora de uma rede de hipermercados que atuou por 20 anos na empresa foi demitida sem justa causa e pleiteava a nulidade da dispensa por conta de estabilidade pré-aposentadoria, além do pagamento de horas extras, entre outros itens. Para ouvir uma testemunha da empresa, que vive no Canadá, a juíza Daiana Monteiro Santos, da 2ª VT/Barueri, solicitou a colaboração do Consulado-Geral do Brasil em Toronto para dispor de um lugar neutro e imparcial para a oitiva. A solicitação foi aceita, e a estrutura de tecnologia foi montada em ambos os locais.

Na data marcada, com a presença dos advogados das duas partes em Barueri, o contato virtual foi feito, e a videoconferência teve início. Funcionou bem até certo momento, mas, depois houve um problema na conexão. Juíza e representantes das partes decidiram, então, ouvir a testemunha utilizando a chamada de vídeo do WhatsApp, por um smartphone. Assim, conseguiram concluir o depoimento.

“Todos gostaram muito dessas opções tecnológicas”, contou Maurício Bobra Arakaki, assistente de direção de Secretaria da 2ª VT/Barueri. Segundo ele, os advogados da empresa elogiaram a iniciativa e se mostraram interessados em utilizar o recurso em outras audiências.

Para quem decidir recorrer às ferramentas tecnológicas nas audiências, Maurício sugere que estime um tempo maior para lidar com a possibilidade de imprevistos. “O ideal é não fazer uma pauta muito justa”, diz. Essa audiência, por exemplo, estava prevista para durar cerca de 40 minutos, mas acabou passando do tempo.

Texto: Agnes Augusto – Secom/TRT-2