20190922 Palestra TRT Sustentavel 210Auditório da Ejud-2 durante a abertura do evento

Estimular a prática de ações que promovam a responsabilidade socioambiental, buscando sensibilizar e capacitar magistrados e servidores para o uso consciente dos recursos disponíveis e para a adoção de práticas sustentáveis. Esse é o objetivo da parceria entre o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que conta com um projeto que incentiva a criação de um ecossistema sustentável.

A assinatura do termo de convênio aconteceu na tarde desta quinta-feira (21), em evento realizado no auditório da Escola Judicial do TRT-2 (Ejud-2). A solenidade contou com a presença do presidente do TRT-2, desembargador Wilson Fernandes, do presidente do TJ-SP, desembargador Paulo Mascaretti, da presidente da Comissão Permanente de Gestão Socioambiental do TRT-2, desembargadora Regina Duarte, do juiz Rodrigo Schwartz, representando a Ejud-2, e do desembargador James Magno, presidente do TRT-16, que criou um projeto tido como referência para práticas de sustentabilidade e economia de recursos.

Na ocasião, o desembargador Wilson Fernandes agradeceu a oportunidade que o TJ-SP deu a este Regional de aderir ao projeto. "Recursos humanos e recursos materiais estão cada vez mais escassos e programas dessa natureza nos permitem continuar a cumprir o nosso papel com uma economia possível de recursos". Enfatizando que "isso é principalmente uma mudança de cultura", Mascaretti disse que era "uma alegria compartilhar esse programa com o TRT-2".

TJ Sustentável

20190922 Palestra TRT Sustentavel destaque4Após a formalização da parceria, o coordenador do projeto “TJ Sustentável”, juiz Valdir Marinho, falou sobre o êxito do programa. Ele explicou que, por meio de uma competição saudável entre as comarcas e unidades do TJ-SP, é estimulado o consumo consciente de recursos naturais e bens públicos.

De acordo com o coordenador, o projeto conta com um jogo virtual no qual cada unidade participante recebe pontos e tem uma ‘árvore virtual’ que fica mais frondosa ao longo da competição. Os pontos e as folhas são conquistados de acordo com os índices de economia de água, energia elétrica e papel sulfite. Uma pontuação extra é conferida às unidades que adotam medidas relacionadas à coleta seletiva. Ao final, o TJ-SP entrega o “Selo Verde” à unidade que apresenta maior pontuação. Também são concedidos prêmios aos três primeiros colocados na competição.

Quando foi iniciado, em 2015, o projeto tratava-se de um experimento, mas passou a ser uma política permanente, com instituição da Portaria 9.396/17, no início deste ano. A ação faz parte do Plano de Logística Sustentável do TJ-SP e está alinhada às recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O livro de papel é menos prejudicial que o e-book

20190922 Palestra TRT Sustentavel destaque5Na mesma ocasião, a professora e colaboradora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - Meio Ambiente Denize Cavalcanti ministrou a palestra Consumo Consciente. Logo na abertura, Cavalcanti levou os participantes a uma análise sobre o consumo de bens e serviços. "As pessoas estão tendo uma maior expectativa de vida, e, quanto mais nós vivermos, mais vamos consumir. Logo, sabendo que vamos viver mais, temos que refletir sobre a quantidade de bens que consumimos". De acordo com a professora, os eventos naturais extremos que estão acontecendo "têm sofrido influência de mudanças climáticas, mas principalmente ocorrem devido a um consumo massivo".

Em seguida, apontando estudos sobre a pegada de carbono – que mede a quantidade total das emissões de gases do efeito estufa causadas diretamente e indiretamente por uma pessoa, organização, evento ou produto –, Cavalcanti esclareceu que a emissão de gás carbono é muito maior em meio digital do que no uso de papel. Segundo a professora, a ideia de que o livro tradicional é ambientalmente menos correto que o e-book é comum, mas é falsa. E explicou que o e-book tem uma pegada de carbono maior que a do livro de papel. "Se estamos falando de Brasil, papel é legal sim. O que não é legal é o desperdício".

Para fins de investimentos, a professora sugeriu que o Tribunal adotasse o sistema de outsourcing de impressão, que consiste na transferência da gestão operacional do parque de impressoras para uma empresa especializada. "Você não consegue imprimir nada sem digitar uma senha e tudo o que você imprime fica exposto no painel". Ela explicou que essa tendência tem o objetivo de reduzir custos e vem crescendo cada vez mais.

Dicas sustentáveis

Compiladas do site do TJ-SP, as dicas abaixo podem ser colocadas em prática imediatamente:

• Quando for ausentar-se do ambiente por mais de 15 minutos, desligue o monitor do computador;
• Na hora do almoço, desligue o computador. Muitas pessoas acham que essa prática consome mais energia, mas isso não é verdade. Ao longo de um ano, se só 1% dos brasileiros fizerem isso todo dia, a energia economizada evitará a emissão equivalente ao carbono absorvido por 30 mil árvores da Mata Atlântica;
• Desligue os dispositivos/periféricos que não estiverem sendo utilizados: impressora, scanner, HDs externos, alto-falantes;
• Quando possível, imprima frente e verso;
• Separe reciclável do lixo comum;
• Utilize sempre que possível a iluminação natural, abrindo janelas, cortinas e persianas dos ambientes, acenda as lâmpadas somente nos locais necessários;
• Para subir um ou dois andares e descer dois ou três, procure utilizar as escadas.

Seja sustentável você também!

Texto: Silvana Costa Moreira; Fotos: Fernando Hauschild – Secom/TRT-2